Vereadora Marilda defende transparência em obras de saneamento e cobra esclarecimentos sobre ações sociais pós-enchente em Ubá

Vereadora Marilda defende transparência em obras de saneamento e cobra esclarecimentos sobre ações sociais pós-enchente em Ubá

Durante a reunião da Câmara Municipal de Ubá, realizada nesta segunda-feira, 11 de maio, a vereadora Marilda Leôncio utilizou a tribuna para apresentar dois importantes temas voltados à transparência pública e ao acompanhamento das políticas sociais no município.

A parlamentar iniciou sua fala destacando um projeto protocolado na Casa Legislativa que busca ampliar o acesso da população às informações relacionadas às obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Ubá. Segundo ela, a proposta determina que o Poder Executivo encaminhe à Câmara, a cada seis meses, relatórios detalhados sobre o andamento dessas intervenções.

De acordo com Marilda, os documentos deverão conter dados como cronograma das obras, valores investidos, etapas já concluídas e possíveis impactos no fornecimento de água e nos serviços prestados à população.

“É um projeto simples, mas muito importante. Muitas dessas obras afetam diretamente o dia a dia das pessoas, seja pela falta de água, transtornos nas ruas ou dúvidas sobre prazos e investimentos”, afirmou.

A vereadora ressaltou ainda que a proposta não interfere nos contratos da concessionária responsável pelos serviços, nem gera novas despesas ao município. Segundo ela, o objetivo central é fortalecer a transparência, o diálogo institucional e o papel fiscalizador do Legislativo.

Audiência pública para discutir ações sociais

Na sequência, Marilda também chamou atenção para o Requerimento nº 105, de sua autoria, que solicita a realização de uma audiência pública para debater as ações de desenvolvimento social executadas em Ubá, especialmente após os impactos causados pelas enchentes recentes.

A parlamentar afirmou que a iniciativa surgiu a partir de denúncias, fiscalizações e demandas encaminhadas pela população ao gabinete e à ouvidoria da Câmara. Entre os principais pontos levantados, ela citou questionamentos sobre programas como auxílio reconstrução, cartão humanitário e, principalmente, o aluguel social.

Segundo a vereadora, muitas famílias atingidas ainda enfrentam dificuldades para conseguir moradia adequada com o benefício atualmente concedido, no valor de R$ 600.

“Infelizmente, muitas famílias não estão conseguindo acesso às residências. Há imóveis sendo ofertados por valores muito acima do que realmente valem”, declarou.

Marilda sugeriu, inclusive, a necessidade de fiscalização por órgãos competentes, como o PROCON, em relação aos preços cobrados no mercado de aluguel após a enchente.

Participação de entidades e sociedade civil

A audiência pública proposta deverá contar com a presença de entidades, associações e organizações que atuaram no período pós-enchente, auxiliando famílias e orientando a população sobre procedimentos e direitos.

Entre os nomes citados pela vereadora estão a CEDESE, a ONG UMOS, representantes da imprensa local e demais setores da sociedade civil.

Ao encerrar sua fala, Marilda reforçou que o objetivo não é promover julgamentos à gestão municipal ou à secretaria responsável, mas garantir transparência, esclarecimento e acesso às informações sobre investimentos, recursos recebidos e medidas adotadas pelo município.

“Estamos todos sedentos para entender os processos e os protocolos que têm acontecido nos últimos dias”, concluiu a parlamentar.