Fecomércio MG articula apoio fiscal para empresas afetadas pelas chuvas na Zona da Mata

Fecomércio MG articula apoio fiscal para empresas afetadas pelas chuvas na Zona da Mata
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nas últimas semanas deixaram um rastro de prejuízos para moradores, cidades e para o comércio local. Empresas tiveram estruturas danificadas, estoques perdidos e queda abrupta nas vendas. Diante desse cenário, o Sistema Fecomércio MG intensificou a articulação institucional em busca de medidas emergenciais que permitam a sobrevivência e a retomada das atividades empresariais na região.
Na terça-feira, 10 de março, representantes da entidade participaram de uma reunião na Superintendência da Receita Federal do Brasil em Minas Gerais para apresentar propostas de apoio tributário às empresas impactadas. O encontro ocorreu com o superintendente substituto da Receita Federal no estado, Wagner Bittencourt de Souza. O objetivo foi discutir alternativas capazes de aliviar a pressão financeira sobre os empresários e acelerar a recuperação econômica de uma das regiões mais importantes para o comércio mineiro.
Medidas para aliviar o caixa das empresas
Entre as propostas apresentadas pela Fecomércio MG está a ampliação da prorrogação do vencimento de tributos federais. Por enquanto, a Receita Federal do Brasil prorrogou apenas os tributos federais com vencimento em fevereiro e março. A entidade solicitou a prorrogação do vencimento dos tributos de abril, maio e junho, incluindo tributos recolhidos no âmbito do Simples Nacional. A avaliação é que muitas empresas ainda estão lidando com perdas diretas causadas pelas chuvas e precisam de um prazo maior para reorganizar o fluxo de caixa. Outra demanda levada à Receita Federal foi a priorização na análise de processos administrativos relacionados à restituição ou compensação de tributos. A liberação mais rápida desses créditos pode representar um reforço financeiro imediato para empresas que já enfrentam dificuldades para retomar as operações.
A Fecomércio MG também sugeriu a criação de um parcelamento especial voltado às empresas afetadas pela tragédia climática. A proposta inclui condições diferenciadas, como prazos mais longos, possível redução de multas e juros e período inicial de carência para pagamento. Para facilitar o acesso às medidas e orientações fiscais, a entidade ainda propôs a criação de um canal de atendimento prioritário da Receita Federal voltado especificamente para empresas da Zona da Mata.
Defesa do setor produtivo
Para o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, o momento exige agilidade do poder público e sensibilidade com a realidade das empresas atingidas. “O comércio da Zona da Mata é formado majoritariamente por pequenos e médios empresários. Muitos perderam estoque, equipamentos e parte da capacidade de funcionamento. Nosso papel é buscar caminhos para que essas empresas tenham fôlego para se reorganizar e manter empregos”, afirma Nadim. Segundo ele, a ampliação de prazos e a criação de instrumentos especiais de parcelamento podem fazer diferença na sobrevivência de inúmeros negócios. “Quando se oferece prazo e condições adequadas, o empresário consegue respirar, reorganizar a empresa e voltar a produzir. Isso ajuda a preservar empregos e a manter a economia regional ativa”, destaca. Nadim também reforça que a atuação institucional da Fecomércio MG busca garantir que as demandas do setor produtivo sejam consideradas nas decisões públicas. “Estamos dialogando com diferentes órgãos para construir soluções concretas. Nosso compromisso é defender as empresas mineiras e contribuir para que a recuperação econômica da região aconteça de forma mais rápida.”
Retomada econômica da região
A Zona da Mata tem forte presença de comércio e serviços, setores responsáveis por grande parte da geração de emprego e renda. A recuperação dessas atividades é vista como elemento central para a retomada econômica das cidades atingidas pelas chuvas.
Para a Fecomércio MG, medidas tributárias emergenciais podem ajudar a evitar o fechamento de empresas e garantir condições mínimas para que o setor volte a crescer. A entidade seguirá acompanhando o tema junto às autoridades federais e estaduais, mantendo o diálogo aberto em busca de soluções que fortaleçam o ambiente de negócios e apoiem os empresários mineiros neste momento de reconstrução.[